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Comércio Digital Será Arma Decisiva Para O Varejo No Pós-pandemia   

Comércio digital será arma decisiva para o Varejo no pós-pandemia  

Pesquisas do Instituto Locomotiva também mostram tendências de um consumidor mais exigente e com renda mais curta para esse próximo ano.

Estamos muito felizes em ter um convidado tão bacana para compartilhar conosco o seu conhecimento em um artigo. Renato Meireles é presidente do Instituto Locomotiva, uma empresa de pesquisa que entende como ninguém o comportamento do consumidor brasileiro.

Meirelles, que já conduziu centenas de estudos, conta para o blog qual é a sua percepção sobre o consumo durante a pandemia e o que isso represente para o futuro do varejo. Uma leitura imperdível para empresários do comércio.

Por Renato Meirelles

A pandemia transformou o consumo no País. Dez meses depois da chegada do novo coronavírus, temos um brasileiro mais conectado, mais aberto aos canais de compra digitais, menos fiel às marcas tradicionais e mais exigente em relação à qualidade e preço, uma vez que a renda da maioria encolheu. De seu lado, as empresas descobriram que oferecer apenas e-commerce não basta. É preciso ter uma logística eficiente, criar um programa de relacionamento sólido com o cliente e cativá-lo em meio a uma disputa cada vez mais acirrada. Quem não enxergou isso já foi ou será rapidamente engolido pela crise.

O Instituto Locomotiva realizou quase 40 pesquisas, de março até o momento, para mensurar o impacto da pandemia. O retrato mostra a COVID-19 como um grande acelerador de tendências. No caso do consumo, a maioria dos brasileiros venceu a desconfiança pelas compras on-line por necessidade. A alfabetização digital foi a fórceps, mas rapidamente se transformou em hábito.

Um de nossos levantamentos perguntou se, passada a pandemia, o consumidor continuaria comprando online. Responderam sim: 50% para compra de livros/artigos de papelaria; 49% para brinquedos; 44% para itens de farmácia/perfumaria; 44% para produtos voltados aos pets; 31% para roupas e calçados.

Para se ter uma ideia do que esse universo representa, podemos recorrer aos números do serviço de entregas em domicílio: 10% dos brasileiros começaram a pedir delivery iniciada a pandemia, o que equivale a um contingente de 16,5 milhões de pessoas. Podemos somar a esse exército os 28% que já usavam delivery antes de crise sanitária e intensificaram a prática a partir dela: mais 46 milhões de brasileiros. É muita gente.

A classe média brasileira, que é a mais consome no país, deixará de movimentar neste ano R$ 247 bilhões. É um tombo formidável, que sinaliza o tamanho do desafio que temos pela frente. O comércio – em especial o varejo tradicional – precisa entrar nessa guerra com todas as forças de que dispõe. O digital, única e exclusivamente, não é a arma que vai decidir o combate. Mas, sem ela, a derrota é certa.

Você sabia que Renato Meirelles foi um dos palestrantes da 2º Super Fórum, realizado pela DMCard, em março deste ano? Na ocasião, cerca de oitocentos convidados se reuniram para debater o futuro do setor e aproveitamos para gravar uma entrevista com ele.

E você pode assistir a esse bate papo na íntegra, no qual ele  fala sobre o comportamento do consumidor brasileiro e como ele tem se adaptado as novidades no momento de sua decisão de compra:

E não deixe de acompanhar sempre o blog para acompanhar conteúdo de convidados tão interessantes como este artigo do Renato Meirelles, além de seguir a gente nas redes sociais. Estamos sempre compartilhando todas as novidades da DMCard no Facebook,  LinkedIn e no Instagram.

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