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Outubro Rosa: Minha Luta Contra Um Câncer De Mama

Outubro Rosa: minha luta contra um câncer de mama

Por Ana Cristina, nossa colega da DMCard que serve de exemplo e de alerta para muitas mulheres para não descuidarem de sua saúde.

O “Outubro Rosa” é um movimento que tenta fazer com que as pessoas compreendam a importância do controle do câncer de mama. E ele não acontece só aqui no Brasil, é uma campanha mundial.

A ideia de ter um mês inteiro para se falar sobre o assunto começou lá nos anos 90 e nos estimula a compartilhar informações sobre a doença e sobre a sua prevenção. Afinal, quanto mais cedo alguém tem o diagnóstico do câncer de mama, mais fácil é o tratamento e a cura.

É muito bonito ver como todo mundo recebe a campanha de braços abertos. Vemos muita gente vestindo rosa para mostrar seu apoio, nem que seja no lacinho preso a um alfinete que virou o símbolo das pessoas que apoiam a iniciativa.

Minha luta pessoal

“A minha forma de oferecer uma das contribuições ao “Outubro Rosa” de 2020 será compartilhar minha própria história. Uma luta que terminou com final feliz. Precisei passar por alguns obstáculos, mas sem nunca perder o bom humor.

Foram muitos os desafios e aprendizados. E vou compartilhar esse período da minha vida com vocês aqui no blog da DMCard para ajudar todo mundo a entender a importância do diagnóstico precoce.

Ao me abrir aqui, sei que poderei ajudar muita gente. Pois muito do que passei foi porque eu fui descuidada com a minha saúde.

Fui diagnosticada com câncer de mama aos 45 anos e estive em tratamento durante um ano, de março de 2015 até março de 2016. Até chegar o diagnóstico, foram meses sentindo que tinha algo errado comigo e sem procurar ajuda.

Eu me lembro quando comecei a sentir algo estranho, mas eu trabalhava muito e na correria do dia-a-dia acabei adiando a consulta ao médico, tentar saber qual era o problema e pedir ajuda. Eu nunca imaginei, em momento algum, que aquilo que eu estava sentindo poderia ser um câncer. E este foi o meu erro.

Esse desconforto, uma sensação de dor e às vezes de calor, durou quase um ano e meio. Cheguei a comentar com a minha ginecologista que me encaminhou para um exame que, mais uma vez devido à rotina agitada, acabei não fazendo.

Contudo, o meu desconforto foi piorando e, só quando o incômodo já estava muito grande, resolvi procurar um mastologista por indicação, e também por insistência, de uma amiga.

O resultado veio logo após o carnaval de 2015: era câncer

O médico mastologista deu a notícia que aquele “desconforto” que eu sentia era, na verdade, um câncer de mama. O doutor fez de tudo para me acalmar e me explicou em detalhes como seria a minha vida dali para a frente.

Meu primeiro passo foi dar a notícia para a minha família e meus amigos, e depois procurar rapidamente um oncologista. Fui ao médico e agendamos a minha primeira sessão de quimioterapia.

Ao todo, passei por 25 sessões de quimioterapia e 31 de radioterapia e, como já esperado, perdi os cabelos.

Um período de aprendizado

Foram muitos os desafios, contudo, nesse tempo todo em tratamento, eu sempre os enfrentei com muita força e fiz questão de não deixar que o câncer tirasse o meu bom-humor, algo que acabou sendo uma das coisas que me dava mais energia para continuar lutando e acabou sendo a faísca que fez nascer em mim um novo propósito de vida, que é o de ajudar outras pessoas que passam pela mesma situação.

Tudo pelo o que passei foi um grande aprendizado com lições que eu levo para a vida toda, mesmo após já ter vencido a doença, como o cuidado que recebi com uma alimentação monitorada por uma nutricionista.

Foi assim que criei um grupo no Whatsapp, o “Amigas do Peito”. E nesse grupo eu fiz questão de nunca levar tristeza ou preocupações, mas, sim, informação. Por isso que sempre digo que não era um grupo de mulheres doentes, como o próprio nome diz é um grupo de amigas, de mulheres que têm câncer e também com integrantes que não sofrem com a doença mas podem ajudar a compartilhar a informação e instruir outras mulheres.

Retirada da mama direita

Felizmente, o meu câncer não evoluiu para uma metástase. Isso significa que ele não se espalhou para outras partes do corpo, o que foi uma ótima notícia. Contudo, mesmo assim, para a retirada do tumor eu precisei remover toda a minha mama direita.

Muita gente me pergunta o motivo de uma cirurgia tão severa mesmo sem o risco da metástase, e aqui fica a principal mensagem que eu quero deixar ao contar a minha história: eu demorei demais para procurar ajuda e quanto mais você demora para descobrir a doença, mais você sofre consequências depois. No meu caso, o tumor acabou comprometendo toda a região e parte do músculo do braço.

A Cura

Após a cirurgia e o fim das sessões de quimioterapia e radioterapia, finalmente eu pude comemorar a cura e contar para todo mundo que eu estava livre do câncer de mama.

Depois que me vi livre da doença, me envolvi mais ainda em várias iniciativas de solidariedade e mantenho o “Grupo Amigas do Peito” que mantém seu principal objetivo que é ajudar mulheres a lidarem bem com o diagnóstico de câncer de mama.

Também mantenho no Facebook, uma página que fala só sobre alimentação assim com meu jeito, de uma forma divertida e bem-humorada.

E para todo mundo que eu tenho a oportunidade, eu sempre digo: não deixe de se cuidar, não deixe de se tocar, não deixe de ir ao médico, porque no caso do câncer o tempo é o nosso inimigo. Se lá atrás eu tivesse feito tudo isso, eu poderia ter tirado um nódulo pequenininho, e poupado momentos de angústia. Fui negligente com a minha vida e prometi para mim mesma que isso nunca mais vai acontecer.”

Ana Cristina é nossa colega na DMCard há três meses atuando no setor de operações e a sua energia e a sua alegria contagia a todos por onde passa.

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